Os idosos como público-alvo

Acabo de ler que uma notinha do Mundo do Marketing que diz que a rede de supermercados austríaca Adeg é totalmente adaptada para atender consumidores idosos. Tem piso que não escorrega, carrinhos mais ergonômicos, prateleiras facilmente alcançáveis, etc!
Se um dia eu for à Áustria vou conferir. Adorei a ideia! No Brasil, já deveríamos estar pensando em produtos e serviços mais adaptados para os idosos (principalmente em Copacabana…)!

PS: quem quiser explorar o site da Adeg pode fazer como eu fiz: usar a ferramenta de idiomas do Google.
PS2: a imagem fofa eu peguei daqui.

Reputação: quem não deve não teme?

Sem dar nomes aos bois, porque é desnecessário, conheço algumas empresas que não abraçaram as mídias sociais ainda por medo do que a exposição pode trazer. E elas não estão de todo erradas.

Antes que alguém me jogue uma pedra, vou me explicar melhor. Elas não se expõem porque não estão prontas para o diálogo com os consumidores e demais públicos, não agem com transparência, não têm gestão de processos, não sabem para qual direção estão apontando, etc. Para colher resultados positivos da exposição, é preciso que haja alinhamento de discurso, ética nas relações, boa vontade em interagir e responder críticas, aceitando-as quando forem construtivas (e não apenas se defender delas), cuidado com a imagem (e com a língua, peloamordedeus!) e jogo de cintura. Quando tais requisitos não são contemplados, vamos combinar que ninguém precisa fornecer munição ao inimigo, né? Ou seja, tais empresas tomam a atitude mais prudente, dentro das circunstâncias em que atuam.

Por outro lado, o fato de uma empresa não estar “oficialmente” nas mídias sociais não quer dizer que ela não esteja nas mídias sociais. Quando os consumidores e demais públicos estão, eles opinam e desabafam aos quatro ventos. A conclusão, então, é que não tem para onde fugir. O melhor a fazer é ajustar as arestas internas e encarar a realidade. Nem que a mudança seja “lenta, gradual e segura“.

Conferência 2010 do Reputation Institute será no RJ

A grande conferência internacional do Reputation Institute este ano será no Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 21 de maio. O tema é, em tradução livre, “O imperativo da Sustentabilidade no gerenciamento da Reputação“. As inscrições já estão abertas e, como sempre, os valores são menores para quem se inscrever com antecedência.
Quem quiser apresentar seus trabalhos, o Reputation Institute recebe propostas de papers até o dia 15 de fevereiro.

Eu estarei lá! :-)

WordPress, Drupal ou Joomla?

Muitos projetos de comunicação preveem a criação de um hot site ou mesmo de um site permanente em tempo recorde. Lindo, informativo, “para ontem” e com poucos recursos. Se você se vir nessa situação, é bom saber que os sistemas de gerenciamento de conteúdo (como Wordpress, Joomla e “sabe lá Deus o que mais”) podem ser uma mão na roda. Um post publicado pelo portal2web traz um ótimo resumo sobre os prós e contras de cada um deles. De acordo com Delfino, autor do texto:

* WordPress é o mais indicado para sites de notícias e blogs, casos em que facilidade de uso e de configuração são determinantes. (Eu concordo!)

* Drupal é recomendado quando houver necessidade de extensa customização/programação, bom orçamento e prazos folgados (e eu digo, quase NUNCA, então!). Mas Delfino diz que o Drupal também tem muitas qualidades, sendo o CMS queridinho dos programadores.

* Joomla é a melhor relação custo x benefício para a maioria dos projetos. Principalmente pelos recursos visuais, pela facilidade de personalização e pela quantidade e qualidade das extensões disponíveis. Isso tudo resulta em projetos mais completos, em menos tempo e mais baratos.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Nem os médicos entendem certos gráficos

Li um estudo em um boletim sobre psicologia que dizia que se os gráficos médicos fossem substituídos ou complementados por informação textual, a compreensão da informação pela equipe que trata o paciente seria maior. Os responsáveis pelo estudo dizem que os gráficos são mais propensos a interpretações erradas por pessoas distraídas ou ainda com pouca experiência (já eu, acho que por todo mundo!). E que as informações geradas por humanos ajudavam mais nos processos de decisão sobre que ações deveriam ser feitas pelos médicos do que informações automaticamente geradas por programas.
Eu sempre fui uma voz contra a ideia de considerar verdade absoluta que uma imagem vale mais que mil palavras. Nem sempre isso acontece. Aliás, quem nunca precisou ler o texto que explicava o que um carnavalesco queria dizer com suas fantasias no Sambódromo que atire a primeira pedra! hehehe

Para ver o estudo, em inglês, clique aqui.
Para entender, por exemplo, o enredo 2010 da Beija-Flor, clique aqui.

Esqueça tudo o que você sabia de marketing

Kotler, em “Rápido e Flexível“, artigo publicado pela HSM, coloca abaixo várias “verdades absolutas” do Marketing. Para ele, as empresas não devem ter como meta “ganhar pela mais alta qualidade”, “por um preço inferior”, “por maior market share”, “pela adaptação de produtos para diferentes públicos”, “pela inovação” ou “melhoria contínua”. E ele apresenta argumentos razoáveis para defender o ponto de vista.

Na verdade, ele acha que não há receitas mágicas a seguir. O “segredo” estaria na solidez da estratégia traçada por cada empresa, que seria difícil de imitar. Ok, ok.

Mas toda a conversa até ele chegar nesta conclusão fez com que eu pensasse no conceito de “just-noticeable difference“, aplicado à percepção dos consumidores. Este conceito explica a razão de inúmeras empresas gastarem fortunas para melhorarem seus produtos ou serviços e depois os consumidores nem perceberem a diferença. Antes de gastar fortunas melhorando o seu produto ou serviço, gaste um tempinho ouvindo os seus clientes para saber se eles querem ou precisam de alguma mudança! Fica a dica! :-)

Para ver outros posts sobre Marketing, clique aqui.
Para ver o artigo de Kotler, clique aqui.

A Gol conquistando a classe D

Mês passado, eu falei sobre a tentativa da WebJet de conquistar as classes C e D com a venda de passagem pré-paga. Critiquei o alto valor das passagens e a falta de sensibilidade da companhia. E concluí que com o valor que uma pessoa gastaria voando pré-pago pela WebJet daria para duas pessoas voarem pela Gol e ainda tinha um troquinho. Pois bem, a Gol também percebeu o poder das classes menos favorecidas e abriu uma loja numa área popular de São Paulo.

Veja o vídeo do Portal Exame que explica como a Gol vem conquistando a classe D.
Parabéns, Gol! É isso aí! :-)

    
Para ver o post sobre a WebJet, clique aqui.

Explorando as mídias sociais na busca por clientes

Outro dia, vi um texto bem didático sobre o que as empresas devem ou não fazer para serem bem sucedidas no uso das mídias sociais. Guardei-o para um futuro post, mas acabei esquecendo-o.
Antes tarde do que nunca! Clique aqui e não o perca mais de vista.

Marcas são como castelos de areia

Lendo uma entrevista com Jaime Troiano, autor do livro da “surubrand“, feita pela HSM, destaco duas respostas:

O que é mais fácil: construir ou destruir uma marca?

Sem dúvida nenhuma, destruir. A construção é um processo lento, sistemático, que envolve muitas pessoas e uma disciplina rígida de controle. Mais do que nunca, a velocidade do impacto negativo que as marcas podem sofrer é muito grande, pela existência de uma múltipla e pouco controlável trama de contatos digitais em que ela está envolvida.” (…)

Há alguma recomendação para empresas pequenas, que não contem com grandes verbas para publicidade, para tornar uma marca conhecida?

Sim: a força dos pequenos contatos. Há uma grande ilusão no mercado: marcas fortes só se constroem com grandes investimentos de propaganda. Quantas e quantas vezes, eu tenho ouvido este lamento, partindo principalmente de empresas que não dispõem desses recursos mais generosos. E estas empresas são, é lógico, a grande maioria do nosso mercado.
É como se existisse um “apartheid mercadológico”: ou você tem muito dinheiro para investimentos publicitários e pertence à “raça superior” dos grandes anunciantes ou fica imobilizado num “gueto” dos que nada podem. O sentimento de que marcas somente são construídas à base de muita propaganda é um grande engano!
Primeiro porque grandes marcas começaram pequenas e como tais não podiam dispor daqueles investimentos. Em segundo lugar porque há muitas marcas que cresceram fora dos tradicionais circuitos publicitários. Marcas fortes e valiosas de verdade são construídas pela rede de múltiplos e pequenos contatos que elas estabelecem com seus consumidores e com todos os públicos envolvidos com ela – dos seus funcionários aos canais de venda.
Marcas poderosas são o resultado de uma equação de múltiplos termos que se combinam e geram um efeito perceptual junto a seus consumidores e demais públicos. Esta rede de múltiplos contatos tem a força de construir o valor e percepção adequada de uma determinada marca. Propaganda, embora tendo um papel privilegiado, é apenas um termo da equação, é um elo da cadeia de pequenos contatos.”

Ao ler isso, fiz na minha mente uma imagem de que marcas são como castelos de areia. Levam tempo e paciência para que sejam erguidos, uma onda pode destruí-los, e para fazer um bonito mesmo, precisa-se de muito mais que areia (no caso das marcas, propaganda). Precisa-se de imaginação, sensibilidade artística, “noções de construção”, comprometimento, acabamento e determinação. E também de pessoas que o deixem existir. Quantos castelos de areia já foram destruídos por pisadas de alguém que passou por perto?

Para ler a entrevista completa, clique aqui.

O peso das marcas dos times brasileiros

Começo o ano com um post sobre futebol porque sempre me perguntei quanto o Flamengo valeria se só contasse com os recursos que um time do interior de onde Judas perdeu as botas conta. Será que ainda teria o peso que tem? Certamente não. Mas enfim, deixemos de enrolação que ninguém tem tempo a perder nem gosta de abelha que faz cera.

Vi no UpdateorDie (aliás, que nome fantástico para um blog, não?) o ranking das marcas dos clubes de futebol brasileiro, levantado pela Crowe Horwath. E os números impressionam. O Flamengo chega a valer quatro vezes o Santos, enquanto o Grêmio vale quase dois Fluminenses…

O que faz a marca de um time valer tão mais que a de outro não é a quantidade de títulos conquistados, ou o tamanho da torcida, ou a qualidade dos jogadores. É isso tudo junto. E ainda como o time gerencia sua marca, como lida com patrocinadores, como trata os produtos que são extensão da marca.

Meu Náutico, coitado, nem aparece na lista!

Veja a matéria do Globo Esporte, de onde tirei o gráfico acima, clicando aqui.

Feliz 2010!